sexta-feira, 30 de julho de 2010

Avisos no Grupo de Oração


Avisos é um serviço do Grupo de Oração, que está dentro do Ministério de Comunicação Social responsável por anunciar os eventos que acontecerão no Grupo de Oração, na RCC, na Igreja e outros fatos de interesse da comunidade. Você já deve ter notado a escassez de material sobre esses avisos. No entanto, buscaremos dar algumas dicas e orientações que você poderá adaptar à realidade do seu Grupo e da sua Diocese.

Como Gabriel

O sentido literal da palavra anjo é mensageiro. Portanto o ministro de avisos deve ser um anjo, um mensageiro. Alguém que irá levar uma mensagem de Deus. Alguém que irá anuncia um fato que poderá mudar completamente a vida de uma pessoa.

Se a pessoa se interessa pelo evento anunciado, muda de vida e, inicia seu processo de conversão. Você também foi responsável por essa grande graça.
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré.” (Lc 1,26).

A primeira coisa que percebemos é a circunstância de tempo (sexto mês). O anjo foi enviado no tempo certo em que Maria deveria receber o anúncio. De igual modo, os avisos devem ser dados no momento certo dentro do Grupo de Oração.
Não adianta dar avisos após um momento de animação. As pessoas estarão agitadas e não irritam ouvir. Antes da pregação, depois da oração também não são bons momentos.

O Aviso deve ser dado no tempo certo e na hora certa.
Sobre o tempo, é necessário um espaço razoável para o aviso seja dado. Imagine o Anjo anunciando a Maria o nascimento de Jesus e quando ela pergunta: “Como vai acontecer se eu não vivo com nenhum homem?”, ele responde: “Semana que vem eu volto a falar. O tempo acabou. Depois eu te explico.” É preciso tempo para a que pessoa entenda e assimile.
Importante lembrar que há avisos que devem ser dados com muita antecedência e outros não.

Metodologia dos Avisos

Você pode agora estar se perguntando: “Então como darei os avisos?” Por incrível que pareça, em Lucas 1,28-33, temos um esquema de aviso (ou anúncio). É um método básico e prático que vai lhe ajudar muito. Ele é dividido em: Apresentação, Motivação (saudação e direção), Instigação, Fato e Empolgação.

Apresentação:

“O anjo entrou onde ela estava” (Lc 1,28 a)
Imagine se um anjo lhe aparecesse. O que você imaginaria? Certamente ele iria comunicar algo que acontecerá. Não saberíamos o que ele iria falar, mas saberíamos que ele traria uma mensagem de Deus.

É parecido o que deve acontecer com o ministro de avisos. Quando ele se posiciona as pessoas já devem imaginar: “É hora dos avisos”.

Por isso o ministro de avisos deve saber se posicionar e se apresentar. Ele deve se posicionar bem, para que todos possam vê-lo, e estar de pé (sinal de prontidão) para que a mensagem seja transmitida com maior credibilidade.

Motivação:

A motivação é o início dos avisos. É de extrema importância, pois é através dela que prendemos a atenção da assembléia. É dividida em duas partes: saudação e direção.

Saudação:

“Alegra-se cheia de graça” (Lc 1,28b)
A saudação motiva a pessoa a escutar e é um bom método para chamar a atenção para si. Ela será um modo de você se fazer presente. É bom ouvir um “Bom-dia” ou “A paz de Jesus”. São coisas simples que fazem bem ao coração.

Direção:

“O Senhor está com você” (Lc, 28c)
É o momento em que se direcionam os avisos motivando a pessoa a ouvir.
O anjo ao usar o termo “você”, direciona o anúncio para Maria. E você deve personalizar o aviso para que a pessoa se sinta convidada especial e se interesse pelo que será falado.

Instigação:

O anjo mesmo sabendo da preocupação de Maria, não foi lhe dizendo logo do que se tratava. Ele primeiro instiga Maria a ouvir, deixando claro que a mensagem que traz é algo bom.
A instigação é semelhante a motivação, porém, ela desperta e prende a atenção.

O Fato:

“Eis que você vai ficar grávida, terá um filho e dará a ele o nome de Jesus.”
(Lc 1,31).
Geralmente o fato em si a ser anunciado não é extenso, é simples. Precisa ser direto com informações essenciais.
No caso dos avisos, as informações complementares, como dia, hora e local são imprescindíveis. Se não forem dados corretamente, a pessoa pode chegar muito atrasada, perder momentos importantes, ou ir ao lugar errado.

Empolgação:

Ao saber de um evento ou encontro que vai acontecer precisamos de algo que nos motive a ir. Por exemplo, se um casal recebe o seguinte aviso: “Encontro de casais sábado das 8 às 16hs na Casa de Oração, poderá pensar: “Para que um encontro desses”?”,“ Em que isso pode mudar minha vida? Quem vai cuidar das minhas crianças?”
Tudo isso se respondo na empolgação: “Vai ser um encontro de muitas bênçãos para você que é casado. Se estiver passando alguma dificuldade no matrimônio ou sentir o amor esfriando, esse encontro pode mudar seu casamento. Porque Jesus tem poder para isso. É um encontro muito bom e...”.
O ato de empolgar facilita e aumenta o desejo da pessoa participar do encontro, pois quebra o desânimo e os empecilhos que geralmente surgem.
Características do Ministro de Avisos

Chamado:

Quem pode ser ministro de avisos? Todos aqueles que tenham sido chamados por Deus a esse ministério. Sentir-se chamado, é fundamental para quem for exercer esse ministério. É uma vocação como as outras. Por isso, não deve ser usado como "ministério depósito" ou "ministério treinamento".
"Ministério depósito" é para onde vão as pessoas que ainda não sabem para qual missão Deus as chama e mesmo assim querem servir. "Ministério treinamento" é onde estão os servos (especialmente aqueles que são chamados à pregação e a música) que ainda não estão preparados para atuarem e precisam perder a vergonha e corrigir alguns erros.

Preparado:

O ministro de avisos é alguém preparado, pronto a responder dúvidas a respeito do aviso ou apontar quem irá respondê-las. Quando Maria, depois de ter recebido o anúncio faz a pergunta: “Como vai acontecer isso se não vivo com nenhum homem?” Gabriel estava pronto para responder. Esclareceu a dúvida e ainda exemplificou ao citar o caso de Isabel. Para estar mais bem preparado, é importante estar de posse dos avisos antes do grupo começar. Isso possibilita uma maior tranqüilidade e preparação.

Expressivo:

O ministro de avisos deve usar da expressividade do rosto e da voz para demonstrar que o fato a ser avisado é algo muito bom. Sabendo usar essas duas habilidades, o ministro atinge seu objetivo, empolgado o seu expectador. Uma voz de cansaço e uma cara "amarrada" não incentivam ninguém e sim desanimam. Por isso é imprescindível o sorriso alegre e sincero de quem já experimentou Cristo.

Consciente e Participativo:

É importante que o ministro de avisos seja o primeiro a se convencer da importância do fato a ser avisado. Lembra-se sempre da passagem que diz: “Tira primeiro a trave que está no teu olho.” Como convencer a respeito da contribuição para o grupo, por exemplo, se você não acha que é necessária. Isso não implica que o ministério de avisos é obrigado a participar de tudo que avisa. No entanto é bom que o ministro de avisos esteja presente em todos os eventos anunciados de seu grupo, Paróquia ou Diocese, se possível. Deve ser, portanto, participativo. Mas, sobretudo é preciso que ele goste de participar.

Atualizado:

Outra característica de quem exerce este ministério é que esteja bem atualizado. Ele deve estar em sintonia com a comunidade, com a Paróquia, com a Região Pastoral e com a Diocese. Estar por dentro dos acontecimentos que irão acontecer é importante.

Orante:

Nem sempre na hora dos avisos o ministro estará calmo e tranqüilo. Por isso, ore antes e peça ao Senhor que o Espírito Santo o conduza e o tranqüilize. Como qualquer servo, o ministro de avisos deve ter vida de oração, fundamental não só para o seu ministério, mas para a sua caminhada.

Criativo:

A respeito da criatividade o ministro de avisos deve usá-la, tornando os avisos mais atraentes. Por isso, ele deve saber aproveitar dos instrumentos que dispõe como voz, rosto, capacidade de interpretações e outras habilidades que tiver.

Algumas colocações sobre o serviço:

Em alguns Grupos, o momento dos avisos é anterior à acolhida dos novatos. E por esse motivo, o ministro de avisos é incumbido de fazer essa acolhida. Lembramos que esse serviço não faz parte do ministério de avisos e sim da acolhida, mas nada impede que o responsável pelo aviso o faça.

O ministério de avisos não precisa de muitos servos como outros ministérios. Bastam poucas pessoas. O serviço, apesar de importante, é simples. Não requer instrumentos e pessoal. Requer criatividade e qualidade.

Os avisos podem ser dados por uma pessoa, no máximo duas. Sendo a segunda opção o ideal. Quando duas pessoas estão dando os avisos quase nada fica esquecido e a alternância entre duas pessoas prende a atenção da assembléia. No caso de muitos servos dentro do ministério, convém que seja feita escala ou adotado outro sistema. O ministro de avisos deve aprender a se soltar. Sem ter medo de brincar, falar com a assembléia, interrogá-la. Às vezes é preciso se desdobrar para chamar atenção e tornar os avisos atraentes. Pode-se até dar os avisos teatralmente. É uma maneira muito criativa. Há várias maneiras como telejornal, rodeio, circo, usando sotaque, etc. Não são necessários figurinos, mas coisas práticas. O que tiver à mão pode-se tornar um grande recurso.

Como conseguir o silêncio é algo a ser trabalhado de acordo com o local e a situação. Por isso, é válido o uso de jaculatórias que pedem essa graça tão preciosa como:
“Nossa Senhora do Silêncio, Rogai por nós!”
“Virgem do Silêncio Silencie-nos!”
“Nossa Senhora da Atenção, Silenciai nossos lábios abri nossos ouvidos e nosso coração!”
Lembre-se que a intercessão da Virgem Maria é poderosa e sempre podemos recorrer a ela. Porém, para fazer silêncio não iremos rezar Ave Maria. O uso de uma oração como essa para “calar a boca” ainda é questionável. As jaculatórias só devem ser usadas quando a saudação não funciona.
Unidade:
O ministro de avisos não é alguém estagnado. Deve sempre busca novas técnicas, aprimorar as que já possui e avalia seu desempenho, zelando pelo serviço que Deus lhe confiou.
Para isso ele deve sempre manter a unidade com o Ministério de Comunicação da RCC, que irá lhe fornecer as orientações necessárias. Quem exerce esse ministério não é alguém isolado no Grupo de Oração e sim um membro integrante de um corpo. Então esteja em unidade!

Divulgação:

O ministro de avisos é um divulgador de fatos. No Grupo de Oração ele divulga oralmente. Mas existem também outros meios para dar os avisos como um jornal e o jornal mural.
Caso exista um jornal na Paróquia, Região Pastoral ou Diocese o ministro de avisos pode usá-los como veículo de divulgação dos eventos de seu grupo.

Dificuldades:

Algumas dificuldades são muito comuns. Uma delas é ter uma listagem muito grande de avisos a serem dados. Isso cansa o ouvinte, que por sua vez não assimila tudo. Ler absolutamente todos os eventos enviados ao grupo é prejudicial. Então sintetize com critério e discernimento.
Podemos também citar outros erros, como exceder o tempo, "falar para dentro", não saudar a assembléia (entrar dando os avisos) e tantos outros que vemos na prática em nossas Paróquias e Grupos de Oração.

Intercessão:

Engana-se quem pensa que o ministro de avisos só tem a obrigação de anunciar os fatos que acontecerão. Como todo servo, enquanto não está atuando, deve interceder pelos membros do grupo, inclusive para que seus avisos sejam ungidos. A oração é a base de tudo.


Fonte: Ministério de Comunicação Social - RCC Brasil