sexta-feira, 30 de julho de 2010

Avisos no Grupo de Oração


Avisos é um serviço do Grupo de Oração, que está dentro do Ministério de Comunicação Social responsável por anunciar os eventos que acontecerão no Grupo de Oração, na RCC, na Igreja e outros fatos de interesse da comunidade. Você já deve ter notado a escassez de material sobre esses avisos. No entanto, buscaremos dar algumas dicas e orientações que você poderá adaptar à realidade do seu Grupo e da sua Diocese.

Como Gabriel

O sentido literal da palavra anjo é mensageiro. Portanto o ministro de avisos deve ser um anjo, um mensageiro. Alguém que irá levar uma mensagem de Deus. Alguém que irá anuncia um fato que poderá mudar completamente a vida de uma pessoa.

Se a pessoa se interessa pelo evento anunciado, muda de vida e, inicia seu processo de conversão. Você também foi responsável por essa grande graça.
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré.” (Lc 1,26).

A primeira coisa que percebemos é a circunstância de tempo (sexto mês). O anjo foi enviado no tempo certo em que Maria deveria receber o anúncio. De igual modo, os avisos devem ser dados no momento certo dentro do Grupo de Oração.
Não adianta dar avisos após um momento de animação. As pessoas estarão agitadas e não irritam ouvir. Antes da pregação, depois da oração também não são bons momentos.

O Aviso deve ser dado no tempo certo e na hora certa.
Sobre o tempo, é necessário um espaço razoável para o aviso seja dado. Imagine o Anjo anunciando a Maria o nascimento de Jesus e quando ela pergunta: “Como vai acontecer se eu não vivo com nenhum homem?”, ele responde: “Semana que vem eu volto a falar. O tempo acabou. Depois eu te explico.” É preciso tempo para a que pessoa entenda e assimile.
Importante lembrar que há avisos que devem ser dados com muita antecedência e outros não.

Metodologia dos Avisos

Você pode agora estar se perguntando: “Então como darei os avisos?” Por incrível que pareça, em Lucas 1,28-33, temos um esquema de aviso (ou anúncio). É um método básico e prático que vai lhe ajudar muito. Ele é dividido em: Apresentação, Motivação (saudação e direção), Instigação, Fato e Empolgação.

Apresentação:

“O anjo entrou onde ela estava” (Lc 1,28 a)
Imagine se um anjo lhe aparecesse. O que você imaginaria? Certamente ele iria comunicar algo que acontecerá. Não saberíamos o que ele iria falar, mas saberíamos que ele traria uma mensagem de Deus.

É parecido o que deve acontecer com o ministro de avisos. Quando ele se posiciona as pessoas já devem imaginar: “É hora dos avisos”.

Por isso o ministro de avisos deve saber se posicionar e se apresentar. Ele deve se posicionar bem, para que todos possam vê-lo, e estar de pé (sinal de prontidão) para que a mensagem seja transmitida com maior credibilidade.

Motivação:

A motivação é o início dos avisos. É de extrema importância, pois é através dela que prendemos a atenção da assembléia. É dividida em duas partes: saudação e direção.

Saudação:

“Alegra-se cheia de graça” (Lc 1,28b)
A saudação motiva a pessoa a escutar e é um bom método para chamar a atenção para si. Ela será um modo de você se fazer presente. É bom ouvir um “Bom-dia” ou “A paz de Jesus”. São coisas simples que fazem bem ao coração.

Direção:

“O Senhor está com você” (Lc, 28c)
É o momento em que se direcionam os avisos motivando a pessoa a ouvir.
O anjo ao usar o termo “você”, direciona o anúncio para Maria. E você deve personalizar o aviso para que a pessoa se sinta convidada especial e se interesse pelo que será falado.

Instigação:

O anjo mesmo sabendo da preocupação de Maria, não foi lhe dizendo logo do que se tratava. Ele primeiro instiga Maria a ouvir, deixando claro que a mensagem que traz é algo bom.
A instigação é semelhante a motivação, porém, ela desperta e prende a atenção.

O Fato:

“Eis que você vai ficar grávida, terá um filho e dará a ele o nome de Jesus.”
(Lc 1,31).
Geralmente o fato em si a ser anunciado não é extenso, é simples. Precisa ser direto com informações essenciais.
No caso dos avisos, as informações complementares, como dia, hora e local são imprescindíveis. Se não forem dados corretamente, a pessoa pode chegar muito atrasada, perder momentos importantes, ou ir ao lugar errado.

Empolgação:

Ao saber de um evento ou encontro que vai acontecer precisamos de algo que nos motive a ir. Por exemplo, se um casal recebe o seguinte aviso: “Encontro de casais sábado das 8 às 16hs na Casa de Oração, poderá pensar: “Para que um encontro desses”?”,“ Em que isso pode mudar minha vida? Quem vai cuidar das minhas crianças?”
Tudo isso se respondo na empolgação: “Vai ser um encontro de muitas bênçãos para você que é casado. Se estiver passando alguma dificuldade no matrimônio ou sentir o amor esfriando, esse encontro pode mudar seu casamento. Porque Jesus tem poder para isso. É um encontro muito bom e...”.
O ato de empolgar facilita e aumenta o desejo da pessoa participar do encontro, pois quebra o desânimo e os empecilhos que geralmente surgem.
Características do Ministro de Avisos

Chamado:

Quem pode ser ministro de avisos? Todos aqueles que tenham sido chamados por Deus a esse ministério. Sentir-se chamado, é fundamental para quem for exercer esse ministério. É uma vocação como as outras. Por isso, não deve ser usado como "ministério depósito" ou "ministério treinamento".
"Ministério depósito" é para onde vão as pessoas que ainda não sabem para qual missão Deus as chama e mesmo assim querem servir. "Ministério treinamento" é onde estão os servos (especialmente aqueles que são chamados à pregação e a música) que ainda não estão preparados para atuarem e precisam perder a vergonha e corrigir alguns erros.

Preparado:

O ministro de avisos é alguém preparado, pronto a responder dúvidas a respeito do aviso ou apontar quem irá respondê-las. Quando Maria, depois de ter recebido o anúncio faz a pergunta: “Como vai acontecer isso se não vivo com nenhum homem?” Gabriel estava pronto para responder. Esclareceu a dúvida e ainda exemplificou ao citar o caso de Isabel. Para estar mais bem preparado, é importante estar de posse dos avisos antes do grupo começar. Isso possibilita uma maior tranqüilidade e preparação.

Expressivo:

O ministro de avisos deve usar da expressividade do rosto e da voz para demonstrar que o fato a ser avisado é algo muito bom. Sabendo usar essas duas habilidades, o ministro atinge seu objetivo, empolgado o seu expectador. Uma voz de cansaço e uma cara "amarrada" não incentivam ninguém e sim desanimam. Por isso é imprescindível o sorriso alegre e sincero de quem já experimentou Cristo.

Consciente e Participativo:

É importante que o ministro de avisos seja o primeiro a se convencer da importância do fato a ser avisado. Lembra-se sempre da passagem que diz: “Tira primeiro a trave que está no teu olho.” Como convencer a respeito da contribuição para o grupo, por exemplo, se você não acha que é necessária. Isso não implica que o ministério de avisos é obrigado a participar de tudo que avisa. No entanto é bom que o ministro de avisos esteja presente em todos os eventos anunciados de seu grupo, Paróquia ou Diocese, se possível. Deve ser, portanto, participativo. Mas, sobretudo é preciso que ele goste de participar.

Atualizado:

Outra característica de quem exerce este ministério é que esteja bem atualizado. Ele deve estar em sintonia com a comunidade, com a Paróquia, com a Região Pastoral e com a Diocese. Estar por dentro dos acontecimentos que irão acontecer é importante.

Orante:

Nem sempre na hora dos avisos o ministro estará calmo e tranqüilo. Por isso, ore antes e peça ao Senhor que o Espírito Santo o conduza e o tranqüilize. Como qualquer servo, o ministro de avisos deve ter vida de oração, fundamental não só para o seu ministério, mas para a sua caminhada.

Criativo:

A respeito da criatividade o ministro de avisos deve usá-la, tornando os avisos mais atraentes. Por isso, ele deve saber aproveitar dos instrumentos que dispõe como voz, rosto, capacidade de interpretações e outras habilidades que tiver.

Algumas colocações sobre o serviço:

Em alguns Grupos, o momento dos avisos é anterior à acolhida dos novatos. E por esse motivo, o ministro de avisos é incumbido de fazer essa acolhida. Lembramos que esse serviço não faz parte do ministério de avisos e sim da acolhida, mas nada impede que o responsável pelo aviso o faça.

O ministério de avisos não precisa de muitos servos como outros ministérios. Bastam poucas pessoas. O serviço, apesar de importante, é simples. Não requer instrumentos e pessoal. Requer criatividade e qualidade.

Os avisos podem ser dados por uma pessoa, no máximo duas. Sendo a segunda opção o ideal. Quando duas pessoas estão dando os avisos quase nada fica esquecido e a alternância entre duas pessoas prende a atenção da assembléia. No caso de muitos servos dentro do ministério, convém que seja feita escala ou adotado outro sistema. O ministro de avisos deve aprender a se soltar. Sem ter medo de brincar, falar com a assembléia, interrogá-la. Às vezes é preciso se desdobrar para chamar atenção e tornar os avisos atraentes. Pode-se até dar os avisos teatralmente. É uma maneira muito criativa. Há várias maneiras como telejornal, rodeio, circo, usando sotaque, etc. Não são necessários figurinos, mas coisas práticas. O que tiver à mão pode-se tornar um grande recurso.

Como conseguir o silêncio é algo a ser trabalhado de acordo com o local e a situação. Por isso, é válido o uso de jaculatórias que pedem essa graça tão preciosa como:
“Nossa Senhora do Silêncio, Rogai por nós!”
“Virgem do Silêncio Silencie-nos!”
“Nossa Senhora da Atenção, Silenciai nossos lábios abri nossos ouvidos e nosso coração!”
Lembre-se que a intercessão da Virgem Maria é poderosa e sempre podemos recorrer a ela. Porém, para fazer silêncio não iremos rezar Ave Maria. O uso de uma oração como essa para “calar a boca” ainda é questionável. As jaculatórias só devem ser usadas quando a saudação não funciona.
Unidade:
O ministro de avisos não é alguém estagnado. Deve sempre busca novas técnicas, aprimorar as que já possui e avalia seu desempenho, zelando pelo serviço que Deus lhe confiou.
Para isso ele deve sempre manter a unidade com o Ministério de Comunicação da RCC, que irá lhe fornecer as orientações necessárias. Quem exerce esse ministério não é alguém isolado no Grupo de Oração e sim um membro integrante de um corpo. Então esteja em unidade!

Divulgação:

O ministro de avisos é um divulgador de fatos. No Grupo de Oração ele divulga oralmente. Mas existem também outros meios para dar os avisos como um jornal e o jornal mural.
Caso exista um jornal na Paróquia, Região Pastoral ou Diocese o ministro de avisos pode usá-los como veículo de divulgação dos eventos de seu grupo.

Dificuldades:

Algumas dificuldades são muito comuns. Uma delas é ter uma listagem muito grande de avisos a serem dados. Isso cansa o ouvinte, que por sua vez não assimila tudo. Ler absolutamente todos os eventos enviados ao grupo é prejudicial. Então sintetize com critério e discernimento.
Podemos também citar outros erros, como exceder o tempo, "falar para dentro", não saudar a assembléia (entrar dando os avisos) e tantos outros que vemos na prática em nossas Paróquias e Grupos de Oração.

Intercessão:

Engana-se quem pensa que o ministro de avisos só tem a obrigação de anunciar os fatos que acontecerão. Como todo servo, enquanto não está atuando, deve interceder pelos membros do grupo, inclusive para que seus avisos sejam ungidos. A oração é a base de tudo.


Fonte: Ministério de Comunicação Social - RCC Brasil

segunda-feira, 21 de junho de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bispos do mundo inteiro analisam Facebook e redes sociais.‏

Comunicadores do Amor de Cristo,


O Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais convocou em Roma cerca de 75 bispos e vários sacerdotes em representação de 82 países para analisar os desafios e possibilidades propostos à evangelização pelos novos meios de comunicação digitais.

O dicastério da Santa Sé, presidido pelo arcebispo Claudio Maria Celli, propôs começar este encontro, concluído em março, com uma visão da evolução que a internet experimentou nos últimos anos: das páginas web e dos blogs às redes sociais (Facebook, Youtube, Flickr, Twitter etc.).

Navegando na internet junto à professora Nicoletta Vittadini, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Católica de Milão, bispos de todos os continentes descobriram ou redescobriram estes lugares de encontro, especialmente para jovens e adolescentes.

Posteriormente, o professor Francesco Casetti, diretor do Departamento de Comunicação da Universidade Católica, refletiu junto aos prelados sobre as implicações antropológicas destas novas realidades.

O congresso, que contou também com a orientação de professores da Universidade Pontifícia Salesiana e da Universidade Pontifícia da Santa Cruz, está analisando de maneira inédita a mensagem que Bento XVI escreveu para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais de 2009 sobre o tema «Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade».

Ao começar o congresso, Dom Celli explicou aos jornalistas: «Nós nos perguntaremos qual é a posição da Igreja, que o que a Igreja tem de fazer, porque é inegável, vê-se cada vez mais, e se pode ver na mensagem do Papa, que as novas tecnologias não são somente instrumentos, mas que estes instrumentos criam uma nova cultura digital».

«O grande problema do nosso congresso será ver como a Igreja está presente nesta nova cultura, oferecendo sua própria contribuição. É um tema sumamente delicado.»

Por este motivo, explica o arcebispo italiano, este congresso quer oferecer dicas para a pastoral da Igreja no mundo, que deverão concretizar-se em um novo documento vaticano.

«O documento que fundamenta nossa ação é Inter mirifica, do Concílio Vaticano II. Depois, o Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais publicou um documento muito importante, Aetatis Nova, de 1992. Pensamos que desde então passou muito tempo e que as novas tecnologias propõem novas perguntas, novos interesses, novas emergências pastorais.»

«A ideia deste congresso consiste em ver, junto aos bispos, quais são as orientações de uma nova pastoral da Igreja no campo dos meios de comunicação social. Depois, o Conselho, junto a cardeais, bispos e consultores, se empenhará na redação de um novo documento.»

No diálogo com os bispos, Dom Celli reconheceu que o grande desafio para eles é o fato de não terem nascido na era digital, o que implica que, diferentemente dos jovens, ela tem de ser aprendida.

Um jovem bispo, procedente da Nigéria, comentou que, neste sentido, os bispos têm a tarefa de aprender dos jovens, algo ao qual não estão acostumados.

Dom Celli insistiu no exemplo que Bento XVI deu ao decidir estar presente com um canal oficial no Youtube (www.youtube.com/vatican).

O prelado revelou que um jornalista lhe perguntou como é possível que um Papa se «rebaixe» para estar presente em uma realidade como essa, na qual aparece todo tipo de vídeos. O presidente do dicastério vaticano explicou que Cristo também se «rebaixou» para assumir a natureza humana, e explicou que a intenção de Bento XVI é estar «onde as pessoas se encontram».

Vários cardeais já estão presentes no Facebook, pelo que o cardeal Celli propôs a pergunta sobre se o Papa também estará nessa comunidade virtual. A resposta de Dom Celli foi prudente: não se está pensando nisso, ao menos de maneira imediata.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cresce o Catolicismo na Internet

Mais de meio milhão de páginas na web

Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 22 de abril de 2010 (ZENIT.org). – Ainda que com certo atraso, a Igreja italiana, os grupos católicos, as paróquias e as ordens religiosas estão conquistando espaço cada vez mais vasto na galáxia telemática. Uma pesquisa conduzida por pesquisadores do Instituto de Informática e Telemática do Conselho Nacional de Pesquisas Italiano de Pisa (II-CNR) mostrou que, com 30 mil sites, mais de meio milhão de páginas na web e quase 2 mil blogs, a religião católica conta com uma forte presença entre os sites italianos na internet.

O número de 562.574 páginas com conteúdo católico representa 1,76% do total analisado, mas este percentual se torna mais significativo quando se considera que as páginas destinadas a assuntos políticos representam cerca de 2,9% do total.

A força do catolicismo na rede e seu contínuo crescimento foram destacados por Francesco Diani, curador do site (www.siticattolici.it), o qual, trabalhando em sua tese “Pastoral e Informática”, iniciou a catalogar os diferentes sites católicos italianos, que ao final dos anos 90 eram apenas 243.

Hoje, já são quase 14 mil os sites catalogados por Diani. Destes, um quarto (3.460) está associado a paróquias, igrejas, oratórios ou grupos paroquiais. Seguem 2.545 sites de associações e movimentos eclesiais. Em terceiro lugar, estão as ordens e institutos religiosos, com 1.689 sites.

Em termos de crescimento, Diani revelou que nos últimos três anos foi verificado um crescimento constante de 24,2% ao ano – um dos maiores da web. Em termos de localização geográfica, a Lombardia está na frente com 740 sites, seguida de Triveneto (376), Sicília (334) e Lácio (314). Entre as ordens e institutos religiosos, os Franciscanos lideram, com 166 páginas.

No que diz respeito ao modo pelo qual os sacerdotes vêm fazendo uso das novas tecnologias em suas atividades pastorais, em 15 de abril passado, durante a coletiva de imprensa da convenção “Testemunhos digitais”, Lorenzo Cantoni, professor da faculdade de ciências da comunicação da Universidade da Suíça Italiana, ilustrou alguns resultados da pesquisa intitulada “Picture” – acrônimo de Priests’ Ict use in their Religious Experience.

O estudo foi conduzido com o apoio da Congregação para o Clero, e realizado pelos laboratórios NewMinE-New Media in Education Lab e pelo webatelier.net, da Universidade da Suíça Italiana, em colaboração com a Pontifícia Universidade da Santa Cruz de Roma.

Os resultados são surpreendentes: 92% dos padres entrevistados declararam acessar a internet todos os dias – um número ligeiramente superior à média mundial (90,4%).

No que se refere à utilização da rede no preparo das homilias, 49,5% dos sacerdotes na Itália buscam material na internet ao menos uma vez por semana; destes, 9,2% o fazem todos os dias. 32,5% fazem pesquisas ocasionalmente (uma vez por mês). Apenas 15,3% declaram não fazer uso da internet para esse propósito.

Para a formação, 27,7% dos sacerdotes italianos estudam on-line quase todos os dias, 59% ao menos uma vez por semana. Apenas 13,3% não o fazem nunca.

Dos sacerdotes entrevistados, 37,8% estão de acordo com a afirmação de que as tecnologias permitem melhorar a formação dos sacerdotes.

À pergunta sobre quais instrumentos eles consideram muito ou muitíssimo úteis para o aprendizado, 18,8% dos entrevistados indicaram os livros e as revistas, seguidos pelas ferramentas de busca (18,3%) e de notas de aula (16,4%).

Uma leitura combinada destes dados evidencia o grande interesse pelas tecnologias digitais, combinadas, porém, com as demais estratégias de aprendizagem.

Entre os sacerdotes italianos, 39,9% não fazem uso da internet para pregar, mas outros 19,1% fazem uso diário da internet para este fim (especialmente para recitar a liturgia das horas).

Apenas 14,2% dos sacerdotes na Itália consideram a internet muito útil para pregar (9,9% no mundo), enquanto que 40,1% não a consideram útil para este propósito (32,3% no mundo).

No entanto, mais de 51% dos sacerdotes consideram “muito positivo” o uso da internet para a difusão da fé, e mais de 63% estão “de acordo” ou “muito de acordo” ao considerar as novas tecnologias como meios de inculturação da fé.

Em particular, 61,1% estão “de acordo” ou “muito de acordo” com a afirmação de que as novas tecnologias permitem evangelizar melhor os jovens.

No que se refere à comunicação, 68,3% dos sacerdotes consideram a internet útil para se comunicar com outras pessoas. 30,6% acessam redes sociais na internet todos os dias, 17,1% semanalmente e 7,0% mensalmente, enquanto 36,4% declaram não fazer uso de tais redes.

À pergunta sobre o quanto as novas tecnologias melhoraram o modo pelo qual exercem sua missão sacerdotal, 33,4% consideram tal uso muito positivo (valores 4 e 5), 50,6% as consideram de alguma importância (valores 2 e 3), enquanto 15,9% consideram sua importância muito limitada ou nula (valores 0 e 1).

Quanto aos perigos associados a tais tecnologias, 35,7% afirmam que as oportunidades sejam superiores aos riscos, enquanto 18,1% acreditam que os perigos sejam maiores que as oportunidades oferecidas.

Os sites indicados como de maior utilidade na experiência sacerdotal são: vatican.va, qumran.net, chiesacattolica.it e avvenire.it, maranatha.it, lachiesa.it, zenit.org.


Fonte: zenit.org

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Oração do Acolhimento


Ajudai-me, Senhor, para que meus olhos sejam misericordiosos, para que eu jamais suspeite nem julgue as pessoas pela aparência externa, mas perceba a beleza interior dos outros e possa ajudá-los.

Ajudai-me para que meu ouvido seja misericordioso, de modo que eu esteja atenta (o) às necessidades do próximo e não me permitais permanecer indiferente diante de suas dores e lágrimas.

Ajudai-me Senhor, para que a minha língua seja misericordiosa, de modo que eu nunca fale mal do próximo; que eu tenha para cada um deles uma palavra de conforto e de perdão.

Ajudai-me, Senhor, para que as minhas mãos sejam misericordiosas e transbordantes de boas obras, nem se cansem de jamais fazer o bem aos outros, enquanto de minha parte aceitarei as tarefas mais difíceis e penosas.

Ajudai-me-para que os meus pés sejam misericordiosos, levem sem descanso ajuda aos meus irmãos, vencendo a fadiga e o cansaço: o meu repouso seja servir a outros.

Ajudai-me Senhor, para que o meu coração seja misericordioso, para que eu seja sensível a todos os sofrimentos do próximo; ninguém receba uma recusa do meu coração. Que eu conviva sinceramente mesmo com aqueles que abusam da minha bondade. Quanto à mim, me encerro no coração misericordiosíssimo de Jesus, silenciando aos outros o quanto tenha que sofrer.

Vós mesmo mandais que eu me exercite em três graus de misericórdia; primeiro: ato de misericórdia_de qualquer gênero que seja; segundo: palavra de misericórdia_se não puder com a ação, então com a palavra; terceiro_é a oração. Se não puder demonstrar com a ação nem com a palavra a misericórdia, sempre posso com a oração. A minha oração pode atingir até onde não posso estar fisicamente.

Ó meu Jesus, transformai-me em Vós, porque Vós tudo podeis.

(Santa Faustina Kowalska)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

São necessários jornalistas cristãos nos meios de comunicação

SEVILLA, sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 (ZENIT.org-El Observador).- 24 de janeiro foi dia de São Francisco de Sales, santo padroeiro dos jornalistas. Na mensagem do Papa que guia a reflexão da Jornada Mundial das Comunicações Sociais – divulgada nesse dia –, o Papa Bento XVI propôs refletir sobre "O sacerdote e a pastoral no mundo digital".

Nesse contexto, o cardeal Carlos Amigo Vallejo, OFM, arcebispo emérito de Sevilla, conversou com ZENIT-EL Observador sobre o tema dos meios de comunicação, particularmente sobre o jornalista católico e sua importância para a Igreja.

– Falamos do jornalista sem adjetivos. Qual diagnóstico tem do que se faz hoje em dia?

– Cardeal Amigo: Não é fácil fazer um diagnóstico, e não só pela diversidade e variedade, sim pela mensagem heterogênea que se quer fazer chegar. No geral, pode-se dizer que o grande mérito do jornalismo atual é ter de se desenvolver com liberdade em meio de muitas condições ideológicas, empresariais, políticas, de grupos de pressão... No entanto, não deixa de se notar certa subserviência à ideologia, ao desejo de ganância e de controle político, às rivalidades e conflitos entre grupos. O que conduz que a verdade apareça de uma maneira parcial e o sensacionalismo distorça os fatos.

– A Igreja, com sua mensagem de novidade do Evangelho, suas ações a favor dos pobres, testemunho de amor e esperança, não parece atrativa para os meios de comunicação; maximizam-se as notas que acarretam o descrédito. O que o senhor tem a dizer sobre essa situação, o tratamento da Igreja pelos meios de comunicação?

– Cardeal Amigo: Estamos diante de dois extremos. Por um lado, a vida e a atividade da Igreja é desconhecida. Mas, por outro, surpreende que aqueles meios que se declaram abertamente defensores da desaparição do religioso na vida pública e social são aqueles que mais tempo dedicam às notícias referidas à Igreja, sempre, como era de se esperar, com uma versão interessadamente negativa.

O tratamento que estes meios dão, por exemplo, às intervenções do Santo Padre, são marcadas pelo preconceito e pelo desejo de desqualificação de Bento XVI. As palavras são tiradas do contexto e, certamente, ninguém leu o texto original dado pelo Santo Padre, nem teve nenhum cuidado em analisá-lo corretamente. Com ocasião ou sem ela, deve ser dito que o Papa está errado.

– Parece adequada a batalha travada pelos meios de comunicação católicos no esforço de levar o Evangelho, a voz do Papa e dos pastores?

– Cardeal Amigo: Não somente isso me parece adequado, mas sim necessário e até imprescindível. Em primeiro lugar, com um sentido de ajuda ao conhecimento da verdade, a formação de critérios objetivos, a difusão da mensagem de Cristo e a voz do Magistério da Igreja, sobre tudo a do Santo Padre.

O jornalismo católico pode ser uma verdadeira consciência crítica, o que é muito positivo e ajuda a conhecer a busca da verdade objetiva. Agora, não esperemos que uma atitude tão nobre vá passar desapercebida. Os obstáculos, a ridicularização e o interesse por silenciar a voz da Igreja e de seus meios aparecerá em seguida.

– A quem deve se dirigir esse esforço de comunicação: ao interior da Igreja ou fora dela, ao mundo laico?

– Cardeal Amigo: Tem-se de levar a todos os ambientes. Os media são muito diferentes, desde as modestas folhas paroquiais até as grandes redes de comunicação. A Igreja tem de chegar a todos. Não é fácil. Mas são muitos os exemplos que podemos dizer, que está se tornando plausível uma tentativa de atingir os mais diversos ambientes públicos e sociais.

– Podemos falar realmente de um jornalismo católico? Quais características deve ter?

– Cardeal Amigo: Dizia um famoso comunicador, que foi o cardeal Herrera Oria, que um jornal católico tinha de ser primeiro um bom jornal, ou seja, um meio de comunicação bom sob o ponto de vista técnico. Isso significa levar a notícia de forma objetiva e fiél à Doutrina Social da Igreja na argumentação.

As características da atuação do católico nos meios de comunicação seriam as que, em mais de uma ocasião, expressa o Magistério da Igreja: informação verdadeira, respeito às leis morais, ter em mente a que as pessoa e a comunidade são o fim e a medida do uso dos meios de comunicação social.

– Na sua opinião qual deve ser o perfil de um autêntico comunicador católico?
– Cardeal Amigo: Se o jornalista se confessa católico, essa condição não deve limitar a liberdade de expressão e o direito à informação, e sim deve ser uma garantia de profissionalismo.

São necessários cristãos profissionais nos media, e também meios de comunicação própios para poder dizer nossa palavra em uma sociedade democrática, aberta e pluralista. Ao mesmo tempo que se pensa dessa forma, nem sempre existe um autêntico interesse por levar adiante essa missão. E mais, não é encontrado o apoio necessário para levar adiante esse trabalho apostólico. Os fiéis contribuem generosamente a manter as obras caritativas e assistenciais que realiza a Igreja. Mas não há consciência de que a Igreja também tem de pregar o Evangelho através dos diferentes meios de comunicação.


Por Gilberto Hernández

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Anunciar a Cristo também no mundo digital, pede o Papa Bento a sacerdotes

Nesta semana se deu a conhecer a mensagem do Papa Bento XVI com motivo da 44° Jornada Mundial das Comunicações Sociais que se celebra em 16 de maio, na qual o Santo Padre pede aos sacerdotes anunciar a Cristo também no mundo digital.

No texto titulado "O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios ao serviço da Palavra", o Pontífice assinala que este tema se "inserida muito apropriadamente no caminho do Ano Sacerdotal, e põe em primeiro plano a reflexão sobre um âmbito pastoral vasto e delicado como é o da comunicação e o mundo digital, oferecendo ao sacerdote novas possibilidades de realizar seu particular serviço à Palavra e da Palavra".

Seguidamente explica que a cada vez maior importância dos novos meios de comunicação e sua incorporação na vida cotidiana faz que seja "cada vez mais importante e útil seu uso no ministério sacerdotal".

Depois de ressaltar que "a tarefa primária do sacerdote é a de anunciar a Cristo, a Palavra de Deus feita carne, e comunicar a multiforme graça divina que nos salva mediante os Sacramentos", o Papa indica que "o mundo digital, oferecendo meios que permitem uma capacidade de expressão quase ilimitada, abre importantes perspectivas e atualiza a exortação paulina: ‘Ai de mim se não anunciar o Evangelho! ’"

Ante as novas experiências de comunicação, diz o Papa, os sacerdotes "devem anunciar o Evangelho valendo-se não só dos meios tradicionais, mas também dos que contribui a nova geração de meios áudio-visuais (foto, vídeo, animações, blogs, páginas web), ocasiões inéditas de diálogo e instrumentos úteis para a evangelização e a catequese".

"O sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja mediante estes modernos meios de comunicação, e ajudar às pessoas de hoje a descobrir o rosto de Cristo. Para isso, devem unir o uso oportuno e competente de tais meios –adquirido também no período de formação– com uma sólida preparação teológica e uma profunda espiritualidade sacerdotal, alimentada por seu constante diálogo com o Senhor".

Assim, explica o Papa Bento, "no contato com o mundo digital, o presbítero deve transparentar, mais que a mão de um simples usuário dos meios, seu coração de consagrado que dá alma não só ao compromisso pastoral que lhe é próprio, mas também ao contínuo fluxo comunicativo da ‘rede’".

Com o anúncio "digital" do Evangelho, continua o Santo Padre, "a Palavra poderá assim navegar mar adentro para as numerosas encruzilhadas que cria a congestionada rede de auto-estradas do ciberespaço, e afirmar o direito de cidadania de Deus em cada época, para que Ele possa avançar através das novas formas de comunicação pelas ruas das cidades e deter-se ante as soleiras das casas e dos corações e dizer de novo: ‘Estou à porta chamando. Se alguém ouve e me abre, entrarei e jantaremos juntos’".

Bento XVI precisa logo que "o desenvolvimento das novas tecnologias e, em sua dimensão mais ampla, todo mundo digital, representam um grande recurso para a humanidade em seu conjunto e para cada pessoa na singularidade de seu ser, e um estímulo para o debate e o diálogo. Mas constituem também uma grande oportunidade para os fiéis. Nenhum caminho pode nem deve estar fechado a quem, no nome de Cristo ressuscitado, compromete-se a fazer-se cada vez mais próximo do ser humano".

Depois de reiterar seu chamado ao uso das tecnologias digitais, o Papa adverte que não se deve esquecer que "a fecundidade do ministério sacerdotal deriva sobre tudo de Cristo, ao que encontramos e escutamos na oração; ao que anunciamos com a predicação e o testemunho da vida; ao que conhecemos, amamos e celebramos nos sacramentos, sobre tudo no da Santa Eucaristia e a Reconciliação".

"Queridos sacerdotes, renovo-lhes o convite a assumir com sabedoria as oportunidades específicas que oferece a moderna comunicação. Que o Senhor os converta em apaixonados anunciadores da Boa Notícia, também na nova ‘ágora’ que deram à luz os novos meios de comunicação".

Finalmente o Papa implora sobre os sacerdotes "o amparo da Mãe de Deus e do Santo Cura D’Ars, e com afeto reparto a cada um a Bênção Apostólica".